Pesquisadores alemães modificaram um carro para que possa ser dirigido, por meio de um capacete com uma ferramenta de eletroencefalografia que permite ao usuário controlar algo – seja um videogame ou um carro – apenas com o poder da mente.
Raul Rojas e sua equipe, da Universidade Freie, na Alemanha, desenvolveram um modelo de carro autônomo. Os pesquisadores usaram ferramentas da Emotiv, uma empresa americana conhecida por fabricar capacetes para jogos acionados por meio da leitura da mente.
Revelado nesta segunda-feira, dia 21, pelo site Popsci, o vídeo de demonstração da experiência mostra um Passat modificado que usa essas mesmas ferramentas. Ele mapeia alguns padrões de atividade cerebral para cada comando, que, então, é repassado ao carro, para que o execute.
Como essa primeira versão tem um atraso de alguns segundos, ainda não pode ser usada nas ruas, mas o sistema funciona, como mostra o vídeo.
No futuro, deverão ser desenvolvidos vários tipos de usos para esse tipo de dispositivo, como soluções para deficientes físicos, por exemplo, mas ainda é preciso criar um volante na forma de joystick ou de um painel, caso seja necessário assumir o controle do carro.
A eletroencefealografia estuda o registro gráfico das correntes elétricas desenvolvidas no encéfalo, realizado por meio de eletrodos aplicados no couro cabeludo.
Veja o vídeo (inglês)»
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Brasil estuda combustível de microalga
Cientistas brasileiros ingressaram na corrida para tornar economicamente viável a produção de combustível extraído de algas microscópicas. Na opinião dos pesquisadores, recursos escassos e equipes que atuam de forma solitária ainda constituem obstáculos para avanços na área.
O desafio é imenso. Só não supera as promessas. De todas as fontes de biocombustíveis, nenhuma oferece produtividade tão grande. Das plantas superiores - com raiz, tronco e folhas -, a melhor opção para produção de óleo - e, depois, biodiesel - é o dendê: cada hectare produz 4.400 litros por ano. Algumas microalgas produzem até 90 mil litros em idêntica área e no mesmo período: 20 vezes mais.
E as vantagens não terminam aí. Há microalgas que apreciam águas salobras ou águas com resíduos. O uso de tais microrganismos aliviaria a demanda por água doce e limpa, que costuma ser alta em culturas convencionais para produção de biocombustíveis, como soja e cana.
Além disso, regiões como o semiárido brasileiro poderiam encontrar sua vocação econômica com fazendas de microalgas. Não haveria desperdício de solo - pouco produtivo na região - e haveria luz de sobra para a fotossíntese das algas. O lençol freático de água salobra forneceria o meio de cultivo. Por fim, as microalgas são ótimos fixadores de carbono, contribuindo para atenuar o aquecimento global.
Contudo, os problemas começam cedo. Pouca gente aposta que a alternativa se tornará viável em menos de uma década. Há inúmeros desafios técnicos: otimização de fotobiorreatores - onde as algas são cultivadas -, desenvolvimento de processos baratos para separar microrganismos da água, identificação de espécies promissoras para cultivo. E com o barril do petróleo custando menos que R$ 150, é difícil tornar viáveis economicamente fontes alternativas de energia, o que retarda de forma significativa a pesquisa.
O desafio é imenso. Só não supera as promessas. De todas as fontes de biocombustíveis, nenhuma oferece produtividade tão grande. Das plantas superiores - com raiz, tronco e folhas -, a melhor opção para produção de óleo - e, depois, biodiesel - é o dendê: cada hectare produz 4.400 litros por ano. Algumas microalgas produzem até 90 mil litros em idêntica área e no mesmo período: 20 vezes mais.
E as vantagens não terminam aí. Há microalgas que apreciam águas salobras ou águas com resíduos. O uso de tais microrganismos aliviaria a demanda por água doce e limpa, que costuma ser alta em culturas convencionais para produção de biocombustíveis, como soja e cana.
Além disso, regiões como o semiárido brasileiro poderiam encontrar sua vocação econômica com fazendas de microalgas. Não haveria desperdício de solo - pouco produtivo na região - e haveria luz de sobra para a fotossíntese das algas. O lençol freático de água salobra forneceria o meio de cultivo. Por fim, as microalgas são ótimos fixadores de carbono, contribuindo para atenuar o aquecimento global.
Contudo, os problemas começam cedo. Pouca gente aposta que a alternativa se tornará viável em menos de uma década. Há inúmeros desafios técnicos: otimização de fotobiorreatores - onde as algas são cultivadas -, desenvolvimento de processos baratos para separar microrganismos da água, identificação de espécies promissoras para cultivo. E com o barril do petróleo custando menos que R$ 150, é difícil tornar viáveis economicamente fontes alternativas de energia, o que retarda de forma significativa a pesquisa.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ouvir música produz "hormônio do prazer"
O intenso prazer que se sente ao escutar música provoca no cérebro a liberação de dopamina, um neurotransmissor que serve para avaliar ou recompensar prazeres específicos associados à alimentação, drogas ou dinheiro, de acordo com um estudo publicado neste domingo, dia 9.
A dopamina é uma substância química da molécula do "sistema de recompensa", que serve para reforçar alguns comportamentos essenciais à sobrevivência (alimentação), ou que desempenha um papel na motivação (recompensa secundária através do dinheiro).
Então como pode estar envolvida em um prazer abstrato como o de ouvir música, que não parece ser diretamente indispensável para a sobrevivência da espécie?
Para entender isso, pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal (Canadá), selecionaram dez voluntários de 19 a 24 anos entre os 217 que responderam a um anúncio solicitando pessoas que sentiram "estremecimentos", sinais de extremo prazer, ao escutar música.
Graças a vários aparelhos de diagnóstico por imagens, a equipe de Salimpoor Valorie e Robert Zatorre mediu a liberação de dopamina e a atividade do cérebro.
Paralelamente, sensores informavam a frequência cardíaca e respiratória dos voluntários, bem como sua temperatura ou sinais de estremecimento de prazer no nível da pele.
Os resultados publicados na revista científica Nature Neuroscience mostram que a dopamina é secretada antes do prazer associado à música ouvida, e durante o próprio "estremecimento" de prazer, ou seja, no auge emocional.
Tratam-se de dois processos fisiológicos distintos que envolvem diferentes regiões no "coração" do cérebro.
Durante o auge do prazer, é ativado o núcleo "accumbens", envolvido na euforia produzida pela ingestão de psico-estimulantes, como a cocaína. Antes, no prazer por antecipação, a atividade da dopamina é observada em outra área do cérebro.
O nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer, em comparação com as medições realizadas ao escutar uma música "neutra", isto é, indiferente aos voluntários. Os pesquisadores explicam:
- Nossos resultados ajudam a explicar porque a música tem esse valor em todas as sociedades humanas. Permitem compreender "porque a música pode ser utilizada de forma eficaz em rituais, pelo marketing ou em filmes para induzir estados de humor..
Como um prazer abstrato, a música contribuiria, graças à dopamina, para um fortalecimento das emoções, ao estimular noções de espera (da próxima nota, de um ritmo preferido), de surpresa, de expectativa.
A dopamina é uma substância química da molécula do "sistema de recompensa", que serve para reforçar alguns comportamentos essenciais à sobrevivência (alimentação), ou que desempenha um papel na motivação (recompensa secundária através do dinheiro).
Então como pode estar envolvida em um prazer abstrato como o de ouvir música, que não parece ser diretamente indispensável para a sobrevivência da espécie?
Para entender isso, pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal (Canadá), selecionaram dez voluntários de 19 a 24 anos entre os 217 que responderam a um anúncio solicitando pessoas que sentiram "estremecimentos", sinais de extremo prazer, ao escutar música.
Graças a vários aparelhos de diagnóstico por imagens, a equipe de Salimpoor Valorie e Robert Zatorre mediu a liberação de dopamina e a atividade do cérebro.
Paralelamente, sensores informavam a frequência cardíaca e respiratória dos voluntários, bem como sua temperatura ou sinais de estremecimento de prazer no nível da pele.
Os resultados publicados na revista científica Nature Neuroscience mostram que a dopamina é secretada antes do prazer associado à música ouvida, e durante o próprio "estremecimento" de prazer, ou seja, no auge emocional.
Tratam-se de dois processos fisiológicos distintos que envolvem diferentes regiões no "coração" do cérebro.
Durante o auge do prazer, é ativado o núcleo "accumbens", envolvido na euforia produzida pela ingestão de psico-estimulantes, como a cocaína. Antes, no prazer por antecipação, a atividade da dopamina é observada em outra área do cérebro.
O nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer, em comparação com as medições realizadas ao escutar uma música "neutra", isto é, indiferente aos voluntários. Os pesquisadores explicam:
- Nossos resultados ajudam a explicar porque a música tem esse valor em todas as sociedades humanas. Permitem compreender "porque a música pode ser utilizada de forma eficaz em rituais, pelo marketing ou em filmes para induzir estados de humor..
Como um prazer abstrato, a música contribuiria, graças à dopamina, para um fortalecimento das emoções, ao estimular noções de espera (da próxima nota, de um ritmo preferido), de surpresa, de expectativa.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Enzimas que "sabem" reciclar
A Flexoresearch, empresa do pesquisador tailandês Paijit Sangchai, desenvolveu uma série de combinações de enzimas que conseguem recuperar a polpa ou a fibra de papel laminado usado em caixas de cigarros, etiquetas ou caixas de leite, até agora eram materiais difíceis ou impossíveis de reciclar.
Sangchai joga um pequeno pedaço de papel laminado em um frasco contendo um líquido turvo. Alguns minutos depois, ele segura o papel debaixo da torneira para lavar sua polpa, revelando um filme plástico transparente.
Primeiro, uma enzima – proteínas produzidas por seres vivos, capazes de catalisar reações químicas relacionadas com a vida, sem sofrer alterações em sua composição química – ataca produtos químicos resistentes à água que revestem a superfície. Depois, outras delas assumem o controle e agem sobre o papel e as camadas aderentes.
A polpa resultante, diz o pesquisador, pode ser usada para produzir novos produtos à base de papel ou ser transformada em materiais de construção que podem ser utilizados como uma alternativa ao amianto, que faz mal à saúde. A técnica também produz plástico limpo que pode ser reciclado e usado na fabricação de novos produtos.
Recentemente, a empresa foi eleita uma das 31 Pioneiras em Tecnologia pelo Fórum Econômico Mundial, que disse que seus produtos estavam “preparados para reduzir o uso de amianto nos países em desenvolvimento, melhorando a saúde de suas populações”. A revista Time descreveu a Flexosearch como “uma das dez empresas de tecnologia que vão mudar sua vida”.
Em países em desenvolvimento como a Tailândia, o papel laminado geralmente é jogado fora, diz Sangchai, de seu laboratório nos arredores de Bangkok.
- Muita gente queima-o de forma ilegal, o que provoca fumaça tóxica que faz mal à saúde das pessoas.
O pesquisador e empresário diz que países ricos como os Estados Unidos incineram papel laminado como se fosse fast food e não possuem uma forma comercialmente viável de reciclá-lo.
Desde que ganhou o prêmio Pioneiro em Tecnologia – que já foi dado ao Google e ao Twitter – Sangchai já recebeu milhares de e-mails, a maioria de capitalistas de risco interessados em investir em sua empresa.
Mas o dono da Flexoresearch não pretende pedir dinheiro emprestado nem vender ações. Ele está interessado em empresários do outro lado do Atlântico que queiram licenciar a tecnologia, que já chamou a atenção em países como Malásia, Japão, China, Coreia do Sul e Índia.
O empresário já está de olho em outras formas de tornar problemas em lucro, incluindo uma técnica para transformar um líquido drenado de sistemas de refrigeração em um óleo que pode ser usado na indústria da construção.
Sangchai joga um pequeno pedaço de papel laminado em um frasco contendo um líquido turvo. Alguns minutos depois, ele segura o papel debaixo da torneira para lavar sua polpa, revelando um filme plástico transparente.
Primeiro, uma enzima – proteínas produzidas por seres vivos, capazes de catalisar reações químicas relacionadas com a vida, sem sofrer alterações em sua composição química – ataca produtos químicos resistentes à água que revestem a superfície. Depois, outras delas assumem o controle e agem sobre o papel e as camadas aderentes.
A polpa resultante, diz o pesquisador, pode ser usada para produzir novos produtos à base de papel ou ser transformada em materiais de construção que podem ser utilizados como uma alternativa ao amianto, que faz mal à saúde. A técnica também produz plástico limpo que pode ser reciclado e usado na fabricação de novos produtos.
Recentemente, a empresa foi eleita uma das 31 Pioneiras em Tecnologia pelo Fórum Econômico Mundial, que disse que seus produtos estavam “preparados para reduzir o uso de amianto nos países em desenvolvimento, melhorando a saúde de suas populações”. A revista Time descreveu a Flexosearch como “uma das dez empresas de tecnologia que vão mudar sua vida”.
Em países em desenvolvimento como a Tailândia, o papel laminado geralmente é jogado fora, diz Sangchai, de seu laboratório nos arredores de Bangkok.
- Muita gente queima-o de forma ilegal, o que provoca fumaça tóxica que faz mal à saúde das pessoas.
O pesquisador e empresário diz que países ricos como os Estados Unidos incineram papel laminado como se fosse fast food e não possuem uma forma comercialmente viável de reciclá-lo.
Desde que ganhou o prêmio Pioneiro em Tecnologia – que já foi dado ao Google e ao Twitter – Sangchai já recebeu milhares de e-mails, a maioria de capitalistas de risco interessados em investir em sua empresa.
Mas o dono da Flexoresearch não pretende pedir dinheiro emprestado nem vender ações. Ele está interessado em empresários do outro lado do Atlântico que queiram licenciar a tecnologia, que já chamou a atenção em países como Malásia, Japão, China, Coreia do Sul e Índia.
O empresário já está de olho em outras formas de tornar problemas em lucro, incluindo uma técnica para transformar um líquido drenado de sistemas de refrigeração em um óleo que pode ser usado na indústria da construção.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Bactéria abre possibilidades para vida ET
Não é desta vez que a Nasa (agência espacial dos EUA) anuncia a descoberta de vida fora da Terra – especulações sobre o assunto ganharam força nesta semana, depois de o órgão chamar a imprensa para uma entrevista coletiva para "discutir uma descoberta em astrobiologia com consequências para a pesquisa de provas da existência de vida extraterrestre".
Em vez de um extraterrestre, o que foi descoberto foi uma bactéria capaz de alimentar-se de arsênico. O estudo, financiado pela Nasa, redefine o que a ciência considera como elementos necessários para a vida, como carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. A pesquisa revela que esses micróbios vivem em arsênico e também crescem incorporando o elemento em seu DNA e membranas celulares.
Ariel Anbar, coautor do estudo, diz que "o que é novo aqui é o arsênico sendo usado como tijolo pelo organismo".
– Nós sempre tivemos a ideia de que a vida existe com estes seis elementos sem exceção, mas veja só, talvez haja uma exceção.
A descoberta foi feita por Felisa Wolfe-Simon, uma ex-cientista do grupo de pesquisas de Anbar, na Escola da Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estadual do Arizona. Apesar de não ser exatamente sobre vida extraterrestre, a descoberta pode mudar a forma como os pesquisadores analisam o assunto, diz o pesquisador.
– A vida como nós a conhecemos requer esses elementos químicos específicos e exclui outros. Mas essas são as únicas opções? Como a vida pode ser diferente? Um dos princípios que guia a busca por vida em outros planetas é a "busca por elementos" [como o carbono]. O estudo mostra que nós devemos pensar mais sobre quais elementos buscar.
Mas ele reconhece que será necessário dar um grande salto para se descobrir vida extraterrestre.
– Estamos mais no começo de tudo. Talvez haja outras exceções sobre as quais devamos pensar a respeito. Somos muito influenciados pela vida como conhecemos. Quanto a vida pode ser diferente e ainda funcionar?
Alguns anos atrás, Wolfe-Simon, Anbar e o colega Paul Davies começaram a discutir a ideia de que formas diferentes de vida possam existir na Terra, mas por outras regras biológicas, uma noção conhecida informalmente por cientistas como "vida estranha".
O trio de cientistas publicou em 2009 a hipótese de que o arsênico, que aparece diretamente abaixo do fósforo na tabela periódica, poderia substituir o elemento em formas de vida terrestres. Wolfe-Simon saiu a campo para testar sua teoria, em colaboração com Ronald Oremland, um renomado especialista mundial em microbiologia.
Ela recolheu sedimentos do lago Mono, conhecido por seus altos índices de sal e arsênico, no leste da Califórnia, e levou o material para o laboratório. Wolfe-Simon conseguiu fazer crescer no laboratório uma bactéria conhecida como a cepa GFAJ-1, da família Halomonadaceae gamoproteobacteria.
A descoberta pode abrir novos caminhos na pesquisa de doenças e possivelmente novos capítulos em livros de biologia, diz o pesquisador. .
– Às vezes você pensa que algo não vai funcionar, mas aí você procura e às vezes encontra. E então você percebe, 'oh, eu não entendia as coisas tão bem quanto pensava'. Isto acontece todo o tempo na ciência. É o que torna as coisas divertidas.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Imagens movidas com cérebro
Uma nova pesquisa revelou que é possível manipular imagens visuais complexas em uma tela usando apenas a mente.
Publicado na revista científica Nature, o estudo demonstrou que o pensamento de voluntários, que tiveram o cérebro conectado a um computador que exibia duas imagens fundidas, conseguia forçar a máquina a exibir uma delas, descartando a outra.
O chefe do estudo, Itzhak Fried, professor de neurocirurgia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, disse que “os participantes conseguiram usar seus pensamentos para substituir imagens que viram na tela do computador”.
A pesquisa reflete progressos dos últimos anos no desenvolvimento de interfaces cérebro-computador (BCIs, na sigla em inglês: Brain-Computer Interfaces), que permitem controlar computadores e outros aparelhos com o pensamento. Os BCIs poderão ajudar pessoas com dificuldades de mobilidade a se comunicar ou a controlar próteses.
No estudo liderado por Fried, a tecnologia foi usada para entender como o cérebro processa informações e como pensamentos e decisões são moldados pela atividade coletiva de células cerebrais individuais.
A pesquisa envolveu 12 pessoas com epilepsia, que tiveram sua atividade de compreensão monitorada. Enquanto as informações eram transmitidas para um computador, os voluntários viam duas imagens sobrepostas em uma tela - cada foto mostrava um objeto, lugar, animal ou pessoa familiar.
Eles tiveram que escolher uma imagem como alvo e focar seus pensamentos nela, até que a outra desaparecesse totalmente. O monitor era atualizado a cada décimo de segundo, com base nas informações cerebrais.
No total, o grupo de voluntários realizou o exercício 900 vezes, conseguindo forçar o monitor a exibir a imagem-alvo em 70% das tentativas.
sábado, 21 de agosto de 2010
Escova dispensa pasta de dente
Pesquisadores vão começar a testar em 120 adolescentes uma escova que dispensa o uso de pasta de dente – o produto usa energia solar para fazer a limpeza. A escova, chamada Soladey-J3X, tem um painel solar na base que transmite elétrons para a parte de cima do aparelho por meio de cabos. Essas partículas entram em contato com ácidos presentes na boca e criam uma reação química que consegue eliminar a placa bacteriana do dente.
O produto, criado por pesquisadores da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, e fabricado pela empresa japonesa Shiken, precisa da mesma quantidade de luz que uma calculadora comum para funcionar.
Testes feitos em grupos de bactérias que causam doenças periodontais indicam que, de fato, o aparelho consegue eliminar esses micróbios.
A parte mais difícil é mera e simplesmente escovar os dentes à noite, já que, como você já deve ter reparado em algum dia de sua vida, não existe luz solar. Ironicamente, os dentistas consideram essa escovação, a noturna, a mais importante durante todo o dia!
O produto, criado por pesquisadores da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, e fabricado pela empresa japonesa Shiken, precisa da mesma quantidade de luz que uma calculadora comum para funcionar.
Testes feitos em grupos de bactérias que causam doenças periodontais indicam que, de fato, o aparelho consegue eliminar esses micróbios.
A parte mais difícil é mera e simplesmente escovar os dentes à noite, já que, como você já deve ter reparado em algum dia de sua vida, não existe luz solar. Ironicamente, os dentistas consideram essa escovação, a noturna, a mais importante durante todo o dia!
sábado, 17 de julho de 2010
Mosquito da Malária alterado geneticamente
Pesquisadores da Universidade do Arizona introduziram gene nas entranhas de mosquito que impede o desenvolvimento do parasita responsável pela malária, segundo estudo divulgado no site PloS Pathogens.
Segundo os especialistas, o próximo passo é colocar mosquitos resistentes à malária no meio ambiente. "Antes disso nós precisamos garantir alguma vantagem aos mosquitos em comparação com os insetos que carregam a doença", afirma Michael Riehle, principal cientista do projeto.
Com a alteração de uma proteína, a comunicação entre as células do mosquito é alterada e a mudança afeta a vida do parasita dentro do organismo do inseto.
Os pesquisadores também conseguiram anexar um marcador fluorescente ao gene para garantir a eficácia do método dentro do corpo do mosquito.
Segundo Riehle, é a primeira vez que uma equipe consegue bloquear o desenvolvimento de parasitas da malária em agentes intermediários. "Nós testamos o mais perigoso deles, o Plasmodium falciparum", explica o professor.
Segundo os especialistas, o próximo passo é colocar mosquitos resistentes à malária no meio ambiente. "Antes disso nós precisamos garantir alguma vantagem aos mosquitos em comparação com os insetos que carregam a doença", afirma Michael Riehle, principal cientista do projeto.
Com a alteração de uma proteína, a comunicação entre as células do mosquito é alterada e a mudança afeta a vida do parasita dentro do organismo do inseto.
Os pesquisadores também conseguiram anexar um marcador fluorescente ao gene para garantir a eficácia do método dentro do corpo do mosquito.
Segundo Riehle, é a primeira vez que uma equipe consegue bloquear o desenvolvimento de parasitas da malária em agentes intermediários. "Nós testamos o mais perigoso deles, o Plasmodium falciparum", explica o professor.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A Ciência Explica: Porquê tomar banhos quentes?
Provavelmente você nunca parou para pensar nisso, se já pensou, nem passou pela sua cabeça que exista uma explicação científica que explique isso detalhadamente! Entenda, então, a razão disso:
Um cientista disse: "A pessoa fica mais animada e por isso se revigora!"
Sei, isso todo mundo sabe, ele continua:"Além disso, quando nosso corpo está quente, naturalmente, abre os poros e sôa, mas não no banho, por já estar envolto em água. Se os poros estiverem fechados, como no frio, e na água gelada, a sujeira pode ser acumulada mais facilmente e/ou sair mais dificilmente."
Entenderam, além do nosso se adequar mais confortavelmente ao quente, a sujeira microscópica sai mais faclimente de nossa pelo no calor.
Um cientista disse: "A pessoa fica mais animada e por isso se revigora!"
Sei, isso todo mundo sabe, ele continua:"Além disso, quando nosso corpo está quente, naturalmente, abre os poros e sôa, mas não no banho, por já estar envolto em água. Se os poros estiverem fechados, como no frio, e na água gelada, a sujeira pode ser acumulada mais facilmente e/ou sair mais dificilmente."
Entenderam, além do nosso se adequar mais confortavelmente ao quente, a sujeira microscópica sai mais faclimente de nossa pelo no calor.
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